À segunda cai quem quer – Opinião de António Marinho
Publicado em 17 de Junho, 2015

No final desta semana completar-se-ão quatro anos sobre o dia em que o atual Governo da República tomou posse. Teve como herança um enorme bico-de-obra para resolver.

Foi uma situação repetida. Tal como no passado, depois de uns anos com os socialistas no poder, lá veio alguém com atitude consciente para tomar conta da casa. A eterna sina do PSD, a quem tem cabido, desde o 25 de Abril, remendar os buracos que os socialistas criam sempre que lhes é dada a oportunidade de pegar nas rédeas do poder.

Desta vez, contudo, não era o buraco do costume. Era uma enorme cratera que já não podia ser enchida com meios próprios. A situação em que Sócrates deixava o país era perfeitamente caótica. Os pagamentos mais comezinhos, dos quais dependiam muitas empresas na sua luta titânica pela sobrevivência, já não podiam ser efetuados. Até os salários estavam em risco. Numa palavra, os socialistas tinham conduzido o país à bancarrota.

O pedido de ajuda externa tornou-se inevitável. Foi quando Sócrates negociou e assinou um acordo com a chamada Troika. Nele assumia, em nome do país, um conjunto duro de compromissos que tinha de ser assegurado. O governo que se seguia, obviamente, tinha de os honrar.

Já com Sócrates fora de cena, passado algum tempo (pouco, diga-se de passagem) começou o fingimento socialista. Desmemoriados, ou melhor, fazendo por isso, quase diziam: Nós???

Parecia que não era nada com eles. E escondiam que tinha sido a sua habitual veia gastadora que tinha conduzido o país ao estado de pedinte a que chegou. Grande lata!

O atual governo, de Passos Coelho, assegurou os compromissos. Teve de aplicar as medidas de austeridade que Sócrates tinha engendrado e acordado com a Troika. E os socialistas foram dizendo que o país estava a ir para o inferno. Curiosamente, com as medidas que eles próprios tinham criado.

Atuando de forma responsável, o governo de Passos Coelho devolveu a credibilidade a Portugal. Cumprindo a “receita” negociada por Sócrates, desencadeou medidas de correção da sua lavra que, sem fugir ao acordado, foram melhorando domínios determinantes para o futuro da sociedade portuguesa.

A Troika, entretanto, foi embora. A economia está a crescer. O desemprego baixou para níveis mais controláveis. A confiança voltou. O futuro está mais risonho para as empresas e para as famílias.

O inferno vaticinado pelos socialistas… esfumou-se. A austeridade custou, mas deu frutos. Agora, é seguir em frente e não repetir os erros do passado.

Os socialistas é que não pensam bem assim.

Costa, mais aquele senhor que “espreita” sempre atrás dele, pediram primeiro umas medidas a uns economistas. Depois, ainda que com ziguezagues pouco consentâneos com a credibilidade exigida a quem se propõe governar, apresentaram um “programa”. Num e noutro, contudo, o rigor não é muito e as necessárias “continhas” foram mandadas às malvas.

E o que é proposto? O que é costume para aqueles lados. O mesmo que o seu amigo Sócrates andou a fazer até que teve de pedir ajuda para resolver o imbróglio que tinha criado. Daí a escassez nas tais “continhas”. É para ver se passa.

Voltar ao abismo? Não, obrigado!