A fífia dos ladrões – Opinião de Luís Pereira de Almeida
Publicado em 01 de Junho, 2015

A finta no futebol é mágica. Parece que mágicos são os investigadores que levaram os ladrões da FIFA a fazerem uma fífia. Ou seja, os polícias apanharam alguns dos ladrões que gravitam no futebol e começaram por cima. Prenderam catorze dos mais influentes “ futebolísticas” da FIFA, escapou, até agora, o famoso Blatter.

Fora da corrida à presidência “venceu” o Luís Figo que se afastou e, agora, percebe-se bem a razão.

Este não é só um caso que vai encher jornais! Este é um caso que pode mudar muita coisa no futebol. Há anos que o futebol vive sob suspeita no mundo e também em Portugal.

As suspeitas são particularmente graves porque o futebol é uma “indústria” de muitos milhares de milhões de euros que alimenta milhões de pessoas diretamente e indiretamente por todo o mundo.

A falsidade de resultados, a corrupção ou qualquer outra forma de deturpação da realidade do futebol implica destruição de valor que pode provocar uma crise motivada perda de credibilidade.

Sem confiança não há negócio. Como o futebol é um grande negócio, a perda de credibilidade acaba com o futebol. Ninguém gosta que o seu clube ganhe “roubado” nem que haja países que organizam campeonatos porque pagaram indevidamente, seja a quem for, seja o que for.

Exige- se ética! Cada vez mais os negócios precisam de ética.

Portugal está por agora fora do epicentro deste assunto mas seria bom que olhássemos bem para o que se passa. Que ligações tem esta gente a
Portugal? Podia ser a questão inicial que podia levar a conclusões mais sérias.

Uma coisa todos sabemos: há muitos anos que parece que o futebol português anda doente. Será essa doença endógena? Ou somos também vítimas de forças ocultas que têm dominado o futebol?

Concluindo, este não é apenas um caso de polícia é também um caso com fortes implicações na economia, nas empresas e, muito provavelmente, na política. Veremos!