Via açoriana do PS resultou em ataque ao Serviço Regional de Saúde
Publicado em 21 de Maio, 2015

O PSD/Açores lamentou que “a via açoriana prometida pelo Partido Socialista para a Saúde se esteja a revelar uma forma de reduzir serviços e de tornar o acesso a cuidados de Saúde mais caro e distante”.

“A via açoriana que foi prometida resultou em menos deslocação de especialistas às ilhas sem Hospital, a aumento das listas de espera cirúrgica” referiu no Parlamento regional o deputado social-democrata açoriano Luís Maurício durante o debate de uma proposta do PSD/Açores destinada atenuar os efeitos nefastos dos cortes decididos pelo governo regional no regime de reembolsos.

O deputado social-democrata açoriano recordou que o novo regime elaborado pelo Partido Socialista faz com que sejam “penalizados os doentes crónicos, os Idosos, numa Região onde faltam mais de 60 Médicos de Família e onde mais de 40 000 açorianos não têm outra alternativa do que, ou entrar pelas urgências Hospitalares ou pagar do seu bolso se quiserem usufruir de cuidados de saúde”.

Outra das consequências da via açoriana prometida pelo governo regional, recordou, “ é as listas de espera para Consulta nos Hospitais aumentarem a olhos vistos, fruto, também, do erro que este Governo cometeu de bloquear a ida de Médicos Especialistas aos Centros de Saúde das nossa Ilhas”.

“Este novo sistema de reembolsos mostra-se absolutamente discriminatório, porquanto , para uma mesma doença, no sector público ou convencionado, o doente não tem qualquer limite no número de tratamentos a efetuar, de análises clínicas a realizar, de exames a fazer, quando no sector privado só o poderá fazer – reembolsando os seus custos – uma única vez em cada ano”, disse.

O novo sistema de reembolsos, acrescentou, “é absolutamente discriminatório porque em Ilhas sem oferta privada de cuidados de saúde como, por exemplo, Fisioterapia ou Laboratórios de Análises Clínicas, um doente que seja portador de uma requisição daqueles exames do sector privado não tem hipótese de fazer os exames na sua Ilha porque o sistema público lhe está vedado”.

A política do governo regional para esta área resultou também “em desemprego”, referiu Luís Maurício.

“O acesso por parte dos utentes a convenções apenas e só através do sector público, fez com que aqueles empresários que tinham sido estimulados a investir e que tinham sido apoiados por dinheiros públicos para alargar a sua capacidade de resposta, vêm-se agora com estruturas sobredimensionadas vendo-se obrigados a despedir colaboradores e baixar vencimentos”, concluiu.