Termas do Carapacho fechadas revelam irresponsabilidade do governo regional
Publicado em 20 de Maio, 2015

O PSD/Açores denunciou a “continuada irresponsabilidade” do Governo Regional, demonstrada pelo encerramento das Termas do Carapacho, “um dos ‘ex-líbris’ da ilha Graciosa”.

“Os graciosenses desesperam com uma das suas “jóias” mais estimadas desbaratada em incerteza e de portas fechadas”, disse o deputado João Bruto da Costa.

“Trata-se de uma infraestrutura secular, que é pilar no desenvolvimento da ilha Graciosa e que, novamente, está fechada sem se saber quando será a sua reabertura plena”, criticou o social-democrata.

“Para além disso”, referiu João Bruto da Costa, “são uma das mais importantes infraestruturas para atrair visitantes à ilha e, face a todas esta incerteza, temos declarações avulsas dos membros do Governo responsáveis e que, contraditoriamente, nunca assumem a responsabilidade pelo encerramento das Termas”, lamentou.

Num voto de protesto pelo atual situação, o deputado do PSD/Açores lembrou o problema de, “desde as obras de remodelação, inauguradas por Vasco Cordeiro, as Termas já terem encerrado várias vezes, tornando-se uma incógnita a sua utilização pois, feitas obras sobre obras, voltaram a fechar”.

“Parece mentira mas é mesmo assim: depois de inaugurada a requalificação de mais de 3 milhões de euros já foram feitas obras de requalificação daquela requalificação e agora preparam-se mais obras para requalificar as anteriores”, criticou o deputado.

“Em falta está também o compromisso do Secretário Regional do Turismo e Transportes de que iria concretizar a certificação da oferta termal dos Açores. Nunca mais voltou a falar no assunto, pelo que apenas se pode concluir que foi apenas mais uma conversa para encher notas de imprensa e que nada resolvem”, afirmou.

“Segundo as informações em todos os sites de turismo, as Termas do Carapacho, estão abertas desde 1750, apenas tendo fechado para obras de remodelação. Pois os governos socialistas já as conseguiram encerrar, ao que parece, mais tempo do que nos últimos três séculos”, concluiu.