PSD/Açores questiona operacionalidade do porto de São Roque do Pico
Publicado em 26 de Maio, 2015

O PSD/Açores questionou a operacionalidade dos navios da Transmaçor no Porto de São Roque do Pico, “mais de seis meses passados sobre o acidente com o navio Gilberto Mariano, do qual resultou a morte de um cidadão”.

“Queremos saber quando será retomada a normalidade da operação dos navios na rampa roll-on roll-off do Porto de São Roque, interdita desde essa altura”, disse o deputado Cláudio Lopes.

Num requerimento enviado à Assembleia Legislativa, o social-democrata lembra que a referida rampa “não é utilizada pelos navios da Transmaçor desde novembro de 2014, por estar a decorrer um inquérito destinado a averiguar as causas do acidente”, ao mesmo tempo que estranha o facto de, “no passado dia 8 de maio, o navio Express Santorini, da Atlanticoline, ter operado naquela mesma rampa, sem quaisquer impedimentos legais nem operacionais”, afirma.

Cláudio Lopes questiona assim a tutela sobre as razões “que permitiram a operação do Express Santorini, mas impedem os navios da Transmaçor de operar nas mesmas condições. Essa interdição, por um período de tempo tão prolongado – mais de seis meses – tem prejudicado os passageiros, de modo especial os empresários e, logo, a economia da ilha”, assegura o deputado, que quer saber se o Governo Regional “tem quantificado todos esses prejuízos, que se arrastam já por mais de meio ano”.

“Não se compreende um silêncio tão prolongado sobre os relatórios dos inquéritos em curso. Muito menos se aceita o facto de não estarem criadas alternativas aos cabeços de amarração que estão a ser alvo de investigação, permitindo assim a retoma da normalidade da operação dos navios da Transmaçor em São Roque do Pico”, diz Cláudio Lopes.

O deputado do PSD/Açores acrescenta que a denúncia desta situação “já foi feita pelas entidades autárquicas locais, mas também pelo Comandante Lizuarte Machado – deputado do PS/Açores na Assembleia Legislativa -, tendo a sua posição sido corroborada pelo Capitão do Porto da Horta”, conclui.