O seu a seu dono – Opinião de António Marinho
Publicado em 27 de Maio, 2015

As notícias de teor positivo sobre o desempenho da economia portuguesa deixaram de ser um facto episódico. Sucedem-se quase diariamente.

Ainda há dias se lia que “o índice de confiança dos portugueses elaborado pela consultora Nielsen atingiu o seu valor máximo desde 2006”.

Um ou dois dias antes, o BPI revelava: “Revimos em alta as nossas estimativas de crescimento do PIB para este ano de 1,5% para 1,8%”.

São apenas dois exemplos. Deitam por terra certas “teorias” que olham com mágoa para os novos horizontes agora abertos para a recuperação do mau momento que se viveu em Portugal.

Dizem que isso só existe na cabeça de quem governa. Mas até parece um discurso preparado previamente e que se deixou ultrapassar pelos factos. Preferem omitir que os responsáveis por esses indicadores ou revisões em alta o fazem de forma séria e isenta.

É uma atuação que contrasta com a da oposição aqui pelos Açores. De uma forma particular, do PSD/Açores.

O governo socialista açoriano preferia um comportamento semelhante ao de Costa em Lisboa. E tem colocado na boca do PSD/A aquilo que o PSD/A diz de forma inversa.

São bons os motivos para ter esperança que 2015 seja melhor do que 2014. Para quem tenta fazer esquecer, foi essa a mensagem de esperança deixada por Duarte Freitas, Presidente do PSD/Açores, no encerramento do debate do Plano e Orçamento para 2015

Desde logo, pela descida dos impostos, que finalmente vai tomar forma. Infelizmente desperdiçada, numa parte importante, pelo governo socialista.

O dinheiro que assim vai regressar aos bolsos dos Açorianos permite, decerto, estimular a atividade económica interna. Será, consequentemente, um bom contributo para fazer atenuar o elevado nível de desemprego que se instalou na sociedade açoriana.

De igual modo, as descidas nas tarifas aéreas nas ligações entre a Região e o continente são, sem dúvida, um bom lenitivo para a economia açoriana. Seja pelo alívio para a carteira dos Açorianos nas deslocações para fora dos Açores, seja pelos efeitos induzidos no custo das ligações aéreas inter-ilhas, seja ainda pelo incremento possível no número dos que visitam a Região.

Ambas as causas tiveram um contributo determinante do PSD/Açores, com uma intervenção incisiva de Duarte Freitas. Não fosse o Presidente do PSD/A ter acreditado que eram possíveis essas alterações fundamentais e, provavelmente, ainda hoje as mesmas não tinham tomado forma. Foram, decisivamente, objetivos que Duarte Freitas assumiu como verdadeiras causas em favor dos Açores e dos Açorianos.

O governo socialista gostaria e tenta passar a mensagem de que a oposição do PSD/A preferia que a tudo estivesse a correr mal. Mas não é isso que acontece. O PSD/A sabia bem que 2015 iria ser melhor do que 2014. Disse-o há muito. E tinha-se esforçado para que tal acontecesse.

Da parte do governo socialista, que pouco ou nada fez para que os impostos e as tarifas aéreas baixassem, tem sido desalmada a luta para apanhar a boleia. Só que os Açorianos sabem bem que quem trabalhou para isso tem um nome: Duarte Freitas.

Os Açorianos, felizmente, começam a sentir as boas consequências desse trabalho.