Não podia começar melhor? – Opinião de Luís Pereira de Almeida
Publicado em 08 de Maio, 2015

Estamos a cinco meses das eleições para a Assembleia da República. Precocemente Portugal entrou em campanha eleitoral. Essa campanha queria-se esclarecedora e séria, tenho dúvida que assim o seja.

O “desafiante”, ou seja o Partido Socialista, começou a apresentar propostas demagógicas, mal orçamentadas, pouco justificadas e, sobretudo, incoerentes. Talvez porque o passeio delirante até ao poder é cada vez mais uma miragem alucinada, surgiu a necessidade de marcar a agenda.

É pena que assim seja. Portugal precisa nos próximos quatro anos de gente credível e propostas exequíveis. É certo que o currículo dos atuais protagonistas do PS não abona nada para a credibilidade do partido. Foram eles que sustentaram o governo do Engº. Sócrates e avalizaram a viagem alucinada da dívida que veio a cair em cima de todos nós.

Porém, seria expectável que tivessem aprendido alguma coisa com os erros. Parece que não e a receita é em tudo similar à do passado: aumento do consumo interno por via orçamental e não pela produção de bens e serviços, competitivos no mercado mundial. As coisas são como são e infelizmente as mentes não mudam ao mesmo ritmo dos acontecimentos.

Apesar de tudo, o Partido Socialista mostrou aos portugueses e ao mundo ao que vem e o que pretende. Isso é positivo porque revela as suas verdadeiras intenções a todos. Parece que fazer-se de “morto” até às eleições não vai ser suficiente.

Nunca na história dos dois principais partidos portugueses as diferenças foram tão acentuadas. Desta vez ninguém vai poder dizer que “são todos iguais”.

Há claramente dois caminhos distintos: o caminho do facilitismo imediato e alguma aparente riqueza momentânea e o caminho do rigor e da criação de uma economia mais rica, livre e dinâmica.

Obviamente que as propostas apresentadas procuram o melhor para Portugal, não cometerei o erro de pensar o contrário, mas há caminhos que já se demonstrou que nos levam para o abismo.

Em democracia os cidadãos decidem dentro da sua consciência, desta vez terão todo o poder e também toda a responsabilidade do que nos vier a acontecer na próxima década.