Governo regional tem de pronunciar-se sobre ligação marítima Terceira/Continente
Publicado em 13 de Maio, 2015

O PSD/Açores questionou o Governo Regional sobre a ligação marítima direta entre a Ilha Terceira e o Continente, “que não se realiza desde agosto de 2013”, de modo a saber “se o executivo considera a mesma dispensável.

“O Governo Regional deve pronunciar-se sobre esta matéria o quanto antes”. disse o deputado António Ventura.

“Foi em dezembro de 2011 que o então Secretário Regional da Economia, e atual Presidente do Governo, Vasco Cordeiro, anunciou com pompa e circunstância a criação de ligações marítimas quinzenais entre a Terceira e o Continente”, lembra o social-democrata, num requerimento enviado à Assembleia Legislativa.

“Segundo Vasco Cordeiro, aquela seria uma medida com grande impacto na capacidade exportadora da Ilha e permitiria uma importante valorização da Terceira”, recorda António Ventura, frisando que o anúncio da ligação “foi feito em pleno contexto de crise, e fazendo crer que a mesma seria duradoura, pois foi lembrada a conjuntura nacional e internacional de retração económica, bem como a necessidade de abastecimento entre o Continente e os Açores”.

“Considerando que quem anunciou aquela ligação marítima, criando expectativas aos terceirenses, é atualmente presidente do Governo Regional, e que a mesma deixou de se efetuar passados menos de dois anos, é fácil perceber que essas expectativas eram falsas, e que os comerciantes e empresários, que agora têm de esperar mais tempo para expedir e receber as suas mercadorias, saíram prejudicados”.

“Em fevereiro do ano passado, em resposta a um requerimento do PSD/Açores sobre esta matéria, o Governo Regional disse que tem mantido um permanente diálogo com todos os armadores, para assegurar o melhor serviço de transporte em todas as ilhas e um melhor equilíbrio para os interesses em presença”, adianta António Ventura.

“Passado um ano e meio, é tempo de voltar a avaliar esta questão”, afirma o deputado, garantindo que, “para o PSD/Açores, a política de transportes é estratégica para a Região, e que não podemos pretender um crescimento económico forte e duradouro, gerador de empregos e criador de riqueza, sem questionar a eficácia dessa política de transportes”, concluiu.

 

Fotografia: Duarte Lourenço