Falta de civismo – Opinião de Luís Pereira de Almeida
Publicado em 22 de Maio, 2015

Após quatro décadas de democracia e de autonomia, após investimentos “ escandalosos” em infra- estruturas, continuamos a reparar diariamente em enormes manifestações de falta de civismo.

Quando passeamos pelas nossas cidades, vilas, aldeias e localidades deparamo-nos com atos de um povo pouco instruído e pouco civilizado. É verdade que os níveis de bem-estar, de conforto e de rendimento subiram muito mas, infelizmente, continuamos a ver quem cuspa para o chão, quem apague cigarros em qualquer lado ou quem desavergonhadamente diga palavrões sem pudor.

A não repressão destes pequenos delitos cria um clima de impunidade que, muitas vezes, deriva noutras manifestações de selvajarias como, por exemplo, violência.

Precisamos de reprimir e educar. Não devemos ter medo em reprimir pequenos atos para prevenir grandes tragédias. A impunidade de pequenas infrações abre caminho a comportamentos perigosos. A repressão deve ser educativa: por exemplo, quem cospe para o chão pode limpar a rua onde cuspiu.

Além de reprimir temos que educar. Em escolas que custaram milhões não é aceitável que se cuspa, se bata e se insulte. Exige- se do Governo Regional dos Açores que faça o que ainda não foi feito, ou seja eduque.

É importante fazer crescer os cidadãos. Um povo civilizado é um povo mais feliz, o que se traduz em maior produtividade, numa economia mais sã, em maior criação de riqueza num nível de vida mais elevado.

O desenvolvimento é muito mais do que crescimento. Numa época em que o turismo parece ser a nossa única e última esperança não queremos ser um destino conhecido por comportamentos pouco civilizados, o que nos poria em concorrência com destinos com os quais não podemos nem devemos querer competir.