Auditoria à obra da Biblioteca de Angra tem de ser divulgada
Publicado em 06 de Maio, 2015

O PSD/Açores solicitou ao Governo Regional o relatório da auditoria do Tribunal de Contas ao processo da anterior fase de construção da nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional de Angra do Heroísmo, considerando que, “em nome da transparência e do rigor a que a boa governação está obrigada, e no que diz respeito ao dinheiro dos contribuintes, esse relatório deve ser dado a conhecer”.

“A utilização de dinheiros públicos merece uma gestão que obedeça aos princípios fundamentais do rigor e da transparência, e o Tribunal de Contas realizou uma auditoria às contas daquela obra, tendo emitido um relatório cujo conteúdo nunca foi divulgado, e que agora requeremos”, disse o deputado Luís Rendeiro.

“É essencial que toda a verdade dos acontecimentos que ali se verificaram venha a lume e salte para a esfera do conhecimento público”, defende, salientando que “estão bem presentes o estrago que aquele edifício fez em Angra e os irreparáveis transtornos que causou a todos os moradores daquela zona da cidade”, explica.

Luís Rendeiro refere que os deputados do PS/Açores eleitos pela Ilha Terceira “congratulam-se por finalmente se terem iniciado as obras para acabar a nova Biblioteca, isto apesar de já nada apagar uma má decisão e uma pior execução. Mas é essencial que, desta vez, as obras decorram sem problemas e a Biblioteca seja construída e inaugurada”.

Para o deputado social-democrata, “pior que um mau projecto é uma obra inacabada ou o eternizar da ruína em que aquele espaço se foi transformando”, afirma.

Foi em 1997 que o Partido Socialista se comprometeu com a construção de uma nova Biblioteca Pública e Arquivo Regional em Angra do Heroísmo. Só passados doze anos é que a obra arrancou, tendo os trabalhos começado em julho de 2009, com uma previsão de custos de cerca de 13 milhões de Euros.

A empreitada agora anunciada tem uma duração prevista de oito meses e mais cinco milhões de euros de custos. Inúmeros contratempos, problemas, paragens e cinco derrapagens nos custos marcam todo o processo. Aliás, já em março de 2013, o Governo Regional adjudicou a empreitada de conclusão da obra a uma empresa do exterior da Região, por 4,4 milhões de euros e um prazo de seis meses, mas nem assim os trabalhos arrancaram.