A importância da juventude – Opinião de Luís Pereira de Almeida
Publicado em 16 de Maio, 2015

Apostar na juventude é uma obrigação moral dos que mandam. A aposta na juventude não deve ser um capricho, é uma necessidade. Se nunca deixarmos crescer os jovens nunca teremos adultos bem preparados. Isto é verdade na casa de cada um, como é nas empresas e na política.

Temos que deixar que novos valores surjam, percebendo, como alguém muito bem disse que “há um momento em que o tempo fica para trás”. Renovar e mudar não é um desrespeito para quem abandona o poder. Esses merecerão sempre o nosso agradecimento e o nosso reconhecimento, pela experiência, pela obra e pelo exemplo. Por outro lado a renovação não pode ser radical, sob o risco de não haver uma verdadeira transição entre gerações.

Nas empresas e, principalmente, na política, a revolução de 1974 abriu as portas a uma nova geração de gestores, empresários e políticos que chegaram ao poder aos trinta anos e que tiveram a possibilidade de fazer longas e magníficas carreiras. Os que agora têm quarenta anos já não terão a hipótese de se desenvolverem e de atingirem o mesmo número de factos históricos e conquistas.

Quando os próprios, por muito grandiosos que sejam, e muitos são-no, não percebem que há que dar lugar aos outros, são os outros que o fazem. É este um dos princípios que sustenta a delimitação de mandatos. Por exemplo, nas câmaras municipais não devia ser legislado, devia ser resultado do bom senso.

Também é triste que haja quem se sirva de situações que a todos magoam para alimentarem projetos de poder pessoal, mais ou menos, assumidos.

Concluindo, estamos neste mundo de passagem e o que cá deixamos é a nossa obra. Questões de pormenor que apenas alimentam o ego de uns e os jornais de outros são facilmente apagados pela história.