PSD/Açores quer seriedade na descontaminação de aquíferos
Publicado em 18 de Abril, 2015

O PSD/Açores exigiu “seriedade” das várias partes envolvidas no processo de descontaminação dos aquíferos da ilha Terceira, frisando que “é preciso acelerar, melhorar e monitorizar essa descontaminação, face ao que se poderá tornar um problema gigantesco de saúde pública”, disse o deputado Luís Rendeiro.

Segundo o parlamentar, “é necessário apurar as responsabilidades dos Estados Unidos da América, da República, mas também da Região”, naquele que é um problema centrado na Praia da Vitória, mas que é igualmente da Terceira e dos Açores”, referiu.

Luís Rendeiro lamentou que, “por muito que o governo regional tente fazer crer que houve um acompanhamento da descontaminação o certo é que pouco ou nada se sabe”, até porque os governos do PS “tentaram sempre esconder o problema e a sua gravidade”, criticou.

O deputado social-democrata acrescentou que “é visível a forma como a câmara municipal da Praia da Vitória tem avançado e recuado nas queixas sobre o processo, numa clara dissonância de informações, dentro da mesma esfera política socialista”, disse.

Sobre a falta de informação propalada pelas entidades regionais em torno do processo, Luís Rendeiro lembra que “os deputados apenas tiveram acesso ao relatório do LNEC na véspera de um debate parlamentar sobre o assunto, o que revelou clara má fé do governo”.

Reforçando que “todos os atrasos neste processo são irrecuperáveis”, o deputado recorda que o problema “não se cinge à Praia da Vitória, ou não se estaria a falar da remoção dos pipelines do Cabrito, bem no centro do concelho de Angra. O tanque de combustível lá instalado pelos americanos era o maior de todos. E todos sabiam das fugas existentes na ligação de combustível até à Base das Lajes”.

Luís Rendeiro lembrou que “não há qualquer declaração escrita do então secretário regional do Ambiente, Álamo Meneses, que agora assume o problema, mas como autarca de Angra. Aliás, o que seria um processo inicialmente calendarizado para 15 anos, será agora uma intervenção para muitas e muitas décadas, como disse Álamo Meneses numa entrevista recente, o que afere bem da falta de seriedade com que se tratou todo o caso”, acrescentou.

E lançou também um desafio ao atual secretário regional da agricultura, para que se procedesse “à investigação sobre a poluição junto ao que resta do tanque do Cabrito, dada a proximidade de uma importante zona de captação de água da ilha, da maior bacia leiteira da Terceira e de uma zona de intensa extração de inertes, portanto sujeita a rebentamentos”.

Segundo Luís Rendeiro, “os partidos da oposição quiseram sempre apenas a verdade sobre todo o processo. Um processo em que o poluidor tem de despoluir, e tem de pagar. Pelo que a Região tem de fazer um trabalho muito mais sério e transparente, já que em causa estão a saúde a segurança das populações da Terceira”, concluiu.