Números do combate às térmitas deviam envergonhar governo regional
Publicado em 16 de Abril, 2015

O PSD/Açores considerou “insuficientes” as alterações introduzidas pelo Governo Regional no diploma que rege o combate à infestação das térmitas de madeira seca no arquipélago, referindo que os números desse programa “deviam envergonhar” o executivo, conforme disse o deputado Luís Rendeiro.

“Continua a faltar ao governo socialista a vontade de alterar a sério o diploma, de modo a resolver o problema das famílias que têm imóveis afectados por este flagelo”, afirmou o social-democrata, frisando que “uma média de 9 casas por ano, e de 15 mil euros por habitação, é mesmo muito pouco”, avançou.

O social-democrata lembrou que o mais recente estudo, “realizado pela Universidade dos Açores e da responsabilidade do investigador e ex-deputado pelo PS, Paulo Borges, estima que a erradicação das térmitas de madeira seca na Região pode custar 175 milhões de euros”.

Para Luís Rendeiro, “o novo diploma não abrange a grande maioria dos proprietários dos imóveis infestados. E a prova disso é que, até agora, foram aprovados apenas 44 apoios, num valor total de 700 mil euros”, criticou.

“Estes valores significam que este governo, que diz que combate a praga das térmitas, se limita a fazer-lhe cócegas e a propaganda do costume”, afirmou o deputado”, recordando que “o secretário regional da Agricultura prometeu erradicar a praga em 10 anos, convém não esquecer essa garantia dada”.

“E tão ou mais grave é a assunção de que, neste momento, não há pedidos de apoio a aguardar aprovação”, acrescentou.

Segundo o social-democrata, “o governo regional nem sequer se preocupa em dirigir as verbas do seu orçamento para combater o flagelo que é a praga das térmitas de madeira seca. Apenas 700 mil euros foram investidos desde 2010, enquanto o novo Centro de Arte Contemporânea da Ribeira Grande terá custado 13 milhões. O que é que faz mais falta aos açorianos?”, questionou.

E concluiu, dizendo que “as medidas deste governo para o problema das térmitas, continuam a ser um “faz-de-conta que se faz qualquer coisa”. Já as térmitas são muito mais competentes na sua actividade destruidora do que o governo no combate à praga, e continuam a dar cabo das casas dos açorianos, sem que estes tenham um governo ou ferramentas que os possam acudir”.